Cerca de 400 estudantes ocuparam, na tarde desta segunda-feira, a reitoria da Universidade Federal deMinas Gerais (UFMG) em protesto contra as ações daPolícia Militar no Campus.Na última quinta-feira, uma sessão de cinema foi barrada a atos violentos pela Polícia Militar. Aproximadamente cinqüenta policiais, em várias viaturas e até num helicóptero,cercaram o Instituto de Geociências da UFMG, impedindo a entrada e saída de trabalhadores e estudantes doprédio. A PM foi convocada e autorizada a agir pelo reitor Ronaldo Tadêu Pena e pela vice-reitora, HeloisaStarling. A truculência da polícia deixou 30 feridos e um estudante foi preso ao tentar sair do prédio. A direção da universidade usa cada vez mais a força militar e a repressão. No ano passado, diversos estudantes foram processados e sete ainda estão ameaçados de jubilamento por se manifestarem nomovimento do "bandejão".Também no Conselho Universitário que aprovou o Reuni,o prédio da reitoria foi cercado por policiais para impedir qualquer manifestação contra um projeto que se quer foi discutido seriamente na comunidade. Nos encontros estudantis, os estudantes não podem se alojar na UFMG. No início deste ano, o Reitor chegou a receber uma intimação por impedir a matrícula de estudantes que conseguiram liminar judicial para não pagarem as taxas.Perguntamos aos estudantes, professores e demais trabalhadores: é essa universidade que a sociedade precisa? Uma Universidade onde se evita o debate,convocando a polícia? Armas, botas, camburões impedindo a arte, o saber e o pensamento crítico? Um governo e uma reitoria que se dizem democráticos, masnão hesitam em reprimir aqueles que divergem! Lembra alguma coisa? Lembra algum Estado de coisas? Mas não passou? Não! Na quinta-feira, o filme não passou noIGC!
Entretanto em vez de a POLICIA MILITAR mineira que é uma das corporações mais bem faladas e que tem mais repercussão no Brasil na questão de segurança pública proteger a integridade física e moral dos estudantes não , usa-se toda a sua estrutura para violentar e praticar atos de marginalidade e crueldade.